No artigo de hoje, trago algumas informações sobre uma das coisas mais legais dentro do universo da música erudita: a orquestra. Digo “legais” por que se trata de um grande conjunto de músicos da mais alta classe (e muito bem pagos), executando peças musicais em geral muito complexas e todos sincronizados entre si pela batuta do Maestro. Muito raro algum espectador não ficar maravilhado com o grande impacto sonoro e com o show visual promovido por esses enormes conjuntos.

Nem sempre a orquestra foi gigante como a conhecemos em nossos dias, com essa grande quantidade de instrumentos, executantes, pomposidade, refinamento e status. No início eram pequenos grupos de instrumentistas tocando em pequenas salas a fim de divertir algum rei, animar alguma festa da burguesia ou algo similar. Eram grupos pequenos compostos basicamente por violinos, violões cello, contra-baixos e algum instrumento de teclado, chamado contínuo, para gerar maior harmonia e coesão no conjunto (geralmente o instrumento utilizado como contínuo era o Cravo e com menos frequência o Orgão). Esse pequeno grupo era chamado de Orquestra de Câmara e, apesar de ser o gérmen da grande orquestra, existe até hoje em seu formato inicial. Um bom exemplo de uma peça musical escrita para esses pequenos grupos é As Quatro Estações de Vivaldi, onde se percebe claramente a pequena quantidade de instrumentos e a presença do Cravo como contínuo.

A orquestra que conhecemos atualmente começou  a se desenvolver no período Clássico com Mozart e seus contemporâneos e ganhou ainda mais corpo com Beethoven. Nessa época a gama e a qualidade dos instrumentos já era muito maior, possibilitando a expansão do conjunto e o aumento significativo do corpo sonoro, tudo isso em virtude da necessidade dos compositores que, cada vez mais, escreviam peças de grande porte e impacto sonoro. Hoje em dia há tantos instrumentos solicitados pelos compositores em suas peças que, com alguma frequência, a orquestra passa de 100(cem) instrumentistas. Bons exemplos de peças escritas para grandes conjuntos são a Sinfonia nº 40 de Mozart e a Sinfonia nº 9 de Beethoven (recomendo ouvi-las no “volume” máximo do seu aparelho de som…a casa vai tremer!). Existe uma infinidade de sinfonias, por isso recomendo que o leitor(a) faça uma pesquisa mais aprofundada (comece por esses dois compositores citados anteriormente).

Abaixo segue uma imagem da disposição aproximada dos instrumentos dentro de uma orquestra, cada um ocupando um lugar específico em virtude da potência sonora que pode produzir. Alguns são agrupados em famílias (como as madeiras e os metais), outros são solos (como as percussões) e outros são duplicados, triplicados ou quadruplicados para não serem “engolidos” pela massa sonora provocada pelos outros instrumentos de maior potência.

Orquestra9.jpg

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